segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Moeda STC- Tecnologia Tipo II

Formas de Moeda ou Tipos de Moeda

A moeda ao longo da História evoluiu aparecendo sob diferentes formas:

- moeda-mercadoria


- moeda metálica


- moeda-papel

- moeda escritural


Moeda – mercadoria


Nas sociedades primitivas muitos foram os bens utilizados como moeda: gado; cereais; sal , conchas; búzios; peixes, etc.


Cada sociedade adoptava como moeda os bens relacionados com a sua actividade principal.Assim, os pescadores utilizavam, como moeda, conchas, peixes ou sal; os pastores, o gado; os agricultores os cereais, etc- era a moeda-mercadoria.


Moeda – metálica


Como a moeda-mercadoria apresentava várias desvantagens visto que: o gado não era divisível, tal facto dificultava as trocas de menor valor, o peixe estragava-se e o sal não era duradouro porque sofria com a humidade.


Para superar estes inconvenientes foi-se generalizando , a utilização de metais como moeda.

Vantagens da utilização dos metais como moeda:


- facilidade de transporte

- durabilidade

- divisibilidade

- maior aceitação


Moeda-papel




Com os Descobrimentos houve um grande incremento da actividade comercial, o que originou o transporte de grandes quantidades de moeda, tarefa difícil e perigosa. Para resolver este problema os cambistas e os ourives ao receberem as moedas guardavam-nas e emitiam os respectivos certificados de depósito ou letras de câmbio, de fácil transporte, originando o aparecimento do papel-moeda.


A moeda-papel, constituída por notas de banco, foi assumindo diferentes espécies em função em função do grau de vinculação à moeda metálica. A moeda-papel, constituída por notas de banco, começou por ser moeda representativa, pois à quantitade de notas em circulação equivalia igual valor de ouro ou prata retido nos cofres dos bancos No final do séc. XVII, esta nova forma de moeda já se tinha generalizado em toda a Europa




Moeda fiduciária


No séc. XVIII o Banco de Estocolmo emitiu pela primeira vez notas de banco cujo valor era superior à quantidade de ouro retida nos seus cofres. Surgiram assim, as primeiras emissões de moeda de papel a descoberto, ou seja, sem igual contrapartida de ouro retido nos cofres do banco. O valor do ouro depositado correspondia apenas a uma parte do valor das notas emitidas. Este tipo de moeda é designado por moeda fiduciária por se basear na confiança que os clientes depositam nos bancos.


- Esta situação tornava-se arriscada para os depositantes, na medida em que os bancos encontravam-se incapacitados de reembolsar em ouro, em simultâneo, todos os seus clientes.


- No sentido de ultrapassar o problema, e já no século XIX, os governos vão intervir no mecanismo de emissão de moeda, confiando esta função apenas aos bancos emissores por si controlados. Esta medida é acompanhada pela decisão de inconvertabilidade das notas de banco em ouro, cabendo aos governos estabelecer o valor da moeda-papel emitida, podendo este valor coincidir ou não como valor do ouro depositado no banco emissor. O Estado impôs o curso forçado às notas, dispensando o banco da sua conversão. É o aparecimento do papel-moeda, que é actualmente o tipo de moeda de papel em circulação.


MOEDA-PAPEL

- moeda representativa

- moeda fiduciária

- papel-moeda

MOEDA-ESCRITURAL

Esta moeda resulta dos depósitos feitos pelos particulares e pelas empresas nos bancos e traduz-se nas movimentações de valores monetários feitas pelos bancos por simples jogos de escrita nas contas dos seus clientes. A moeda-escritural resulta, assim, da circulação dos depósitos à ordem.


Actualmente, a circulação das quantias depositadas nas contas à ordem dos clientes dos bancos é processada por computador e movimentam-se através dos seguintes instrumentos: cheques, transferências bancárias, cartões de débito, cartões de crédito, etc


A moeda-escritural tem-se desenvolvido em todo o mundo, intervindo na maior parte dos pagamentos efectuados, dadas as suas enormes vantagens ao nível da divisibilidade, conservação e transporte.


FUNÇÕES DA MOEDA


A moeda desempenha em simultâneo várias funções:

- Meio de pagamento ou instrumento geral de trocas, pois sendo aceite por todos, é utilizada na aquisição de todos os bens;

- Unidade de conta ou medida de valor, visto ser através da moeda que se mede o valor dos bens entre si, isto é, o seu preço.

- Reserva de valor, que se traduz na possibilidade de se conservar a moeda por algum tempo, utilizando-a mais tarde.

FONTE: http://codigo430.blogs.sapo.pt/22806.html

A Moeda STC- Sociedade Tipo II

Valorização e Desvalorização do Euro

A terceira fase da União Econômica e Monetária, que teve início em janeiro de 1999, foi marcada pela introdução do euro. Apesar das expectativas positivas sobre sua inserção no sistema financeiro internacional, como contrapeso à hegemonia do dólar norte-americano na economia global, o desempenho do euro ao longo do ano passado ficou aquém das expectativas das autoridades da Comissão e de diversos analistas econômicos. Com efeito, em 2000, o euro sofreu desvalorização de ate 25%, havendo atingido sua cotação mais reduzida frente ao dólar em outubro. Embora não haja consenso sobre as principais causas da desvalorização da moeda única, dois fatores vêm sendo citados frequentemente: a diferença do ritmo de crescimento entre a UE e os EUA e a necessidade de aprofundar e acelerar as reformas econômicas estruturais comunitárias.

Como resultado da redução da atividade norte-americana deve haver uma inversão dos fluxos de investimento da Europa para os EUA, o que poderia reforçar a valorização da moeda única. Nesse quadro de desaquecimento nos EUA, é possível que a situação do euro se afirme, especialmente se o diferencial das taxas de juros entre a UE e os EUA se reduzir. Outro fator relevante que deverá contribuir para a valorização do euro é a aproximação da data de sua circulação efetiva na economia, que deverá conferir uma maior credibilidade à moeda única.

A função principal do Banco Central Europeu consiste em garantir a estabilidade dos preços, ou seja, conter as pressões inflacionárias e manter a taxa abaixo do teto de 2,0% estabelecido pela instituição. As elevações da taxa de juros praticadas pelo BCE ao longo de 2000 tiveram como objetivo, conforme afirmaram autoridades do Banco, reduzir a taxa de inflação, que por sua vez aumentou em função da elevação do preço do petróleo e da desvalorização do euro, que encareceu as importações comunitárias. No terceiro trimestre do ano passado, o Presidente do BCE admitiu que um euro excessivamente fraco seria um fator preocupante para a economia internacional e decidiu adotar postura mais ativa com relação ao euro. Ademais das sucessivas elevações da taxa de juros do euro, que chegou ao nível atual de 4,75%, o BCE efetuou intervenção coordenada no mercado de câmbio em conjunto com os bancos centrais do G-7 (a primeira nos últimos 5 anos). Tanto essa intervenção coordenada quanto as intervenções unilaterais posteriores do BCE (realizadas em novembro), no entanto, não surtiram efeito positivo duradouro sobre a cotação da moeda única. No final do mês de outubro/2000, foi divulgada notícia de desaquecimento da economia dos EUA, o que produziu ligeira valorização da moeda única. Outro fato importante registrado em 2000 foi a vitoria do “não” no referendo na Dinamarca sobre a adoção da moeda única em setembro, que poderá fortalecer a posição dos setores contrários ao euro no Reino Unido e na Suécia, embora alguns analistas estimem que a adesão à moeda única é inevitável.

No final do ano, a divulgação de indicadores econômicos sinalizando um desaquecimento da economia norte-americana ocasionou uma valorização do euro frente ao dólar, após as sucessivas elevações da taxa de juros do euro e as intervenções coordenadas (G-7 e BCE) e unilaterais (BCE), as quais não surtiram efeito a curto prazo. Com efeito, entre a última quinzena de dezembro/2000 e as primeiras semanas de janeiro corrente, a cotação do euro atingiu quase USD 0,97, o que levou vários analistas a prever que o euro chegaria à paridade com o dólar no primeiro semestre de 2001. Essa cotação representa mais de 9% acima do nível registrado no início de dezembro de 2000, mas aproximadamente 5,5% abaixo da cotação verificada no início de 2000.

O euro registrou também ganhos significativos face ao iene japonês, atingindo, no início de 2001, seu nível mais elevado desde a primavera de 2000. O enfraquecimento do iene, cuja cotação caiu frente ao USD para seu nível mais baixo em 16 meses, está relacionado a novas dúvidas do mercado quanto ao vigor da recuperação econômica no Japão.

Outro fato importante do início do ano foi o ingresso da Grécia na zona euro, sendo o 12o Estado Membro da UE a adotar a moeda única. O cumprimento pela Grécia dos critérios de convergência para sua entrada na zona euro constitui fato importante para a economia daquele país e da zona euro. Por outro lado, tendo em conta sua reduzida dimensão relativa ao conjunto da zona euro, a entrada da Grécia não alterou basicamente as características da zona euro (aumento de 3,4% da população e de 1,9% do nível do PIB).


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tolerância e Diversidade- CP


O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN

Este filme marcante, força à reflexão sobre a intolerância. Brokeback Mountain é um filme que nos conta uma história com honestidade e franqueza, sobre dois homens que por força do destino, no Verão de 1963, se conhecem e estabelecem uma relação íntima. Estes dois homens entre alegrias e tragédias revelam a capacidade de resistência e o poder do amor. Esta história, representa tantas outras histórias não contadas, anónimos que sofreram repressões por parte da sociedade, por assumirem a sua identidade sexual, outros que não ousaram e que nunca foram felizes. Para mim este filme relata uma história de amor, simplesmente, eu aceito e tolero.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Empresas, Organizações e Modelos de Gestão- STC Ciências Tipo III


NOVOS CONCEITOS DE GESTÃO

O emprego tradicional, com carreiras que conduziam os trabalhadores da base ao topo das empresas, deu lugar a trabalhos, alguns efectuados a partir de casa, ou auto-empregos. Os trabalhadores por conta de outrem vivem dias difíceis. Com o aumento dramático da concorrência, em consequência da globalização e da liberalização dos mercados, todos os dias encerram empresas.
As firmas que sobrevivem são obrigadas a aderir aos novos conceitos de gestão como o "downsizing", a reengenharia ou o "outsourcing". Em teoria o "downsizing" consiste em reduzir os níveis hierárquicos das empresas com o objectivo de torná-las mais competitivas. Na prática, o "downsizing" é uma cura de emagrecimento empresarial que implica quase sempre uma drástica redução do número de trabalhadores como forma de reduzir os custos e aumentar a rentabilidade.
Por sua vez o "outsourcing" recomenda que se contratem outras firmas para realizarem algumas tarefas feitas por departamentos internos da empresa. A ideia é entregar algumas actividades de suporte a quem saiba fazer melhor. As tarefas entregues a terceiros podem ir do simples processamento de salários até à gestão da frota de mercadorias. Obviamente que as pessoas que anteriormente desempenhavam essas tarefas ficam sem nada para fazer e mais tarde ou mais cedo acabam desempregadas.
Finalmente a reengenharia é talvez o mais revolucionário e radical dos conceitos de gestão que fizeram escola entre os administradores de empresas. A receita consiste em repensar a empresa de alto a baixo com o objectivo de reduzir custos. O resultado final acaba por ser o mesmo das terapias anteriores: mais despedimentos. Naturalmente que os mais penalizados são os trabalhadores que são mandados embora. Em muitos casos a idade avançada e a falta de qualificações profissionais impede-os de arranjar uma nova ocupação.
Contudo, para os que ficam nada é como dantes. A situação que se vive no mercado de trabalho não é conjuntural, é estrutural. A evolução dos mercados e da tecnologia obriga as empresas a mudanças constantes, pelo que já não faz muito sentido estruturar uma vida em torno de uma organização temporária como são as empresas actuais.
A maior parte dos jovens portugueses só conheceram um emprego aos pais, para já não falar dos avós. Acompanharam as carreiras profissionais dos progenitores, vibraram com as suas promoções e alguns até sonharam em vir um dia a trabalhar na empresa do pai ou da mãe.
Os jovens que agora entram no mercado de trabalho verificam que tudo mudou. Nem as empresas sólidas garantem um emprego para a toda a vida. Os planos de carreira com promoções por antiguidade, que conduziam os indivíduos da base ao topo das hierarquias das empresas, tendem a acabar.
Na nova economia, em vez de empregos temos trabalhos: part-times, ocupações temporárias, auto-empregos, sendo que uma percentagem elevada das tarefas poderá ser executada a partir de casa no âmbito daquilo a que se convencionou chamar o tele-trabalho.
Fonte: http://www.freipedro.pt/tb/290499/soc17.htm

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

CLC1- Orçamentos e Impostos (OI)


REFORMA

Poupar um terço do salário para ter 80%

Para garantirem 80% do rendimento que auferem no momento da reforma os portugueses vão ter que poupar até mais de um treço do salário, revela um estudo da Optimize- Investment Partneres.
De acordo com esse estudo, " a nova fórmula de cálculo das pensões obriga os portugueses a pouparem entre 7,8 e 35,8% do seu salário para conseguirem manter pelo menos 80% do seu rendimento ilíquido no momento da reforma ", isto porque agora é contabilizada toda a carreira contribuitiva e não apenas os melhores dez dos últimos 15 anos de descontos para a Segurança Social.
O estudo recomenda a aplicação das poupanças em Planos de Poupança Reforma e em acções da Bolsa, frisando que " as mulheres devem constituir uma poupança superior 20% à dos homens, dada a sua maior esperança de vida ".
O mesmo estudo dá conta que o ritmo de aumentos salariais acima da inflação poderá penalizar o valor das reformas, sobretudo nas gerações mais jovens.
Fonte:Jornal de Notícias.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Empresas, Organizações e Modelos de Gestão Tecnologia Tipo II




Diferenças salariais e contributivas entre trabalhadores por conta de outrem e trabalhadores independentes:

Em relação aos salários o trabalhador por conta de outrem conta no final do mês com uma remuneração certa, proveniente daquela entidade pagadora para a qual trabalha, enquanto o trabalhador independente pode obter os seus rendimentos junto de várias entidades e ter maior rendimento mensal. A nível de descontos obrigatórios para a segurança social e IRS ambos têm obrigações só varia em relação ao IRS na percentagem ou seja o trabalhador independente pode descontar até 40% o que depende do volume de negócios, tal qual como com o IVA, quem trabalha por conta de outrem não tem IVA. Também existe outra diferença, é que o trabalhador dependente está mais limitado nas despesas para efeitos de dedução fiscais, quem tem recibo verde tem de gerar despesas para poder ter lugar ao reembolso. O trabalhador independente pode trabalhar para mais que uma entidade, e assim passar vários recibos. Como trabalhadores independentes e para podermos passar recibos verdes temos primeiro que dar inicio à actividade, e isso é feito nas finanças com um simples impresso e de imediato adquirimos o livro de recibos verdes. E por último o trabalhador independente tem que ter escrita organizada ou contabilidade, dependendo também do seu volume de negócios.

Empresas, Organizações e Modelos de Gestão Sociedade Tipo I






Organograma

Também denominado por Diagrama Organizacional, ou Organigrama, um Organograma é um diagrama que representa a estrutura de uma Organização e mostra como estão dispostas as unidades funcionais, a hierarquia e as relações entre os seus membros. Um Organograma pode ser bastante útil dentro de uma organização pois facilita as decisões relacionadas com a gestão e comunicação entre os departamentos ou membros.
Um Organograma é relativamente simples de perceber, mas pode facilmente tornar-se complexo quanto maior for a empresa e a complexidade entre os vários membros que a compõe.
Num Organograma, todos os membros estão dispostos em níveis hierárquicos, ou seja, quanto mais alto for o nível, maior será a importância desse membro. A ligação hierárquica entre os membros de uma organização é representada por linhas verticais, linhas laterais, e caixas que representam os membros.